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Floresta Nacional do Araripe: conhecer e preservar

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Flona é a abreviação para Floresta Nacional. No Brasil, o que nós conhecemos por reservas ou áreas de proteção segmentam-se em dois grupos: Grupo de Proteção Integral, que abrange entre outros, os Parques Nacionais (PARNA) e Reservas Biológicas (REBIO); e o Grupo de Uso Sustentável. Estão presentes neste grupo as Florestas Nacionais e as APA’s, Área de Proteção Ambiental.

A Flona do Araripe, foi criada por decreto em 1997. Ela abrange parte dos municípios de Santana do Cariri, Crato, Barbalha e Jardim, e também uma parte dos estados de Pernambuco e Piauí. A Floresta é um dos últimos redutos da mata atlântica. Tem uma importância incalculável para a Região do Cariri. A Flona tem uma área de 38.626,32ha. Lá existe um núcleo de educação ambiental administrado pelo IBAMA, e atividades de extrativismo sustentável feitas por populações tradicionais. A maioria delas extrai piqui e coco babaçu.

Na Flona ainda é permitido o manejo sustentável da floresta e outras atividades de educação ambiental. Um dos grandes marcos da Flona do Araripe é o fato de seu solo ser do período cretácio, ou seja, é uma região de sítio arqueológico. Com a possibilidade de que se encontrem animais como Santanaraptor placidus, um dinossauro carnívoro, que viveu a mais ou menos, 110 milhões de anos no nordeste do Brasil. Continue lendo

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Brasil sediará eventos globais do Dia Mundial do Meio Ambiente

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O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma atividade celebrada todos os anos pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), sempre sediado com atividades globais em um país diferente. Desta vez, o Brasil será o país sede do evento global. O anúncio foi feito na última quarta-feira (22), em Nairóbi (Quênia), durante reunião do PNUMA. O WED (sigla em inglês), é comemorado todos os anos no dia 5 de junho. Este ano o tema do evento será: “Economia Verde: Ela te inclui?”

O Brasil já sediou o WED em 1992, durante a Cúpula da Terra, quando chefes de Estado, líderes mundiais, oficiais de governo e organizações internacionais se encontraram para reorientar, recalibrar e traçar um caminho rumo ao desenvolvimento sustentável. Desta vez, o tema convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia a dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.

“Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”, declarou Achim Steiner, Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA. Continue lendo

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2012: eleito pela ONU o ‘Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos’

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O ano da energia sustentável. Esta é uma das prioridades do segundo mandato do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon. Preocupado com a saúde do planeta, o secretário quer “expandir o acesso à energia limpa a preços acessíveis”. Ele diz que a “ação é fundamental para a realização das Metas de Desenvolvimento do Milênio”. O projeto da ONU ainda vai além, e pretende focar também no fortalecimento das economias, na proteção dos ecossistemas e no alcance da igualdade entre os países.

Uma das ideias do ‘Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos’, é sensibilizar a população sobre a questão urgente do uso mais racional da energia. Por isso a ONU quer chamar a atenção para alguns dados, como o fato de 1.4 bilhão de pessoas ainda não terem acesso à energia, por exemplo. Já no que se refere a saúde, estima-se que 2 milhões de mulheres e crianças morram prematuramente todos os anos em função de doenças causadas pela poluição do ar.

Ainda temos o fato de as fontes de energia tradicionais serem responsáveis pela emissão de 60% dos gases do efeito estufa. Por isso, entre as ações e estratégias pensadas pela Fundação das Nações Unidas, está a criação do Energy Access Practitioner Network. Uma espécie de grupo de profissionais do setor privado e da sociedade civil que pensará soluções e serviços energéticos para países em desenvolvimento. Continue lendo

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Borås: a cidade onde o lixo deixou de ser um problema

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Lixo, lixo, lixo… O que fazer com as toneladas e mais tonelas de residuos que produzimos todos os dias? Eis a pegunta que não quer calar. Parece até impossível dar um fim sustentável a isso tudo. Até no espaço, o homem já conseguiu deixar essa marca negativa. Muitas ações amenizam os impactos que tanto lixo causa ao meio ambiente, mas acabam sendo só paliativos que não resolvem a situação de fato. Há problemas na coleta, na educação das pessoas, nos aterros sanitários, na falta deles. Mas tem jeito sim. Pelo menos foi o que provou o município de Borås, sul da Suécia.

Borås tem 66.273 habitantes, e fechou o ciclo do lixo, onde 100% dos resíduos são corretamente destinados e 99% é reaproveitado. “Tudo começou com um experimento realizado em 1988 com 3 mil famílias da cidade,” diz Mohammad Taherzadeh, professor de engenharia na Universidade de Borås. No início o sistema tinha o objetivo de melhorar a coleta e o tratamento do lixo. Em 1995, somente 10% do lixo de Borås era encaminhado para aterros. O sucesso foi tanto que hoje, o município inteiro utiliza o sistema implementado há quase 25 anos. Eles usam um modelo que parte do principio de que tudo pode ser transformado em algo útil, chamado de ‘Waste Recovery’.

O sistema começa com os moradores, eles separam em sacos pretos e brancos o lixo de suas casas, dividindo o lixo em orgânico e inorgânico. O lixo orgânico (30%) é transformado em biogás e usado para abastecer os carros, ônibus e caminhões de lixo da cidade. Já o inorgânico (70%) tem três destinos: a reciclagem (27%), cujo produto é revendido para empresas fora da cidade, a incineração (42%) que tem como resultado a geração de energia elétrica e a combustão de 1% que provém de lixo hospitalar e resíduos tóxicos, que não podem ser reaproveitados. Isto significa que todo o resíduo local é corretamente destinado e 99% reutilizado. Veja no infográfico aqui.

O projeto é cíclico e, não iria funcionar se todo mundo não se envolvesse. Por isso, conta com a colaboração dos moradores, do governo, da Universidade de Borås, e da empresa SP Technical Research Institute of Sweden.

Como acontece:
Os moradores separam o lixo => O governo financia a coleta e gere o programa => A universidade fica a frente do desenvolvimento tecnológico dos processos de transformação => E a SPTRIS transforma o lixo em energia elétrica ou biogás. Continue lendo

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Tornando sua casa mais sustentável

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Sabe esses projetos ultra, mega, hiper sustentáveis que já mostramos aqui No Pátio, como por exemplo, Construções sustentáveis na Dinamarca, e Geração de energia limpa em residências?! Pois é, quem não gostaria de ter um “cafofo”, moderno assim né?! Esse tipo de tecnologia ganha mais adeptos a cada dia, e novos projetos surgem a todo momento. Gente preocupada com o impacto das suas atitudes no meio ambiente. Mas mesmo com todo esse avanço, morar numa casa sustentável com tecnologia moderna ainda é privilégio para poucos.

Porém, com atitudes simples é possível fazer a diferença na sua casa tornando-a mais verde e ecologicamente correta. Tudo é questão de mudança de hábito, de buscar outra filosofia para a sua vida. Então olha só as dicas que selecionamos, by Ciclo Vivo, para você começar a fazer a diferença, já:

1. Compre os materiais que precisa em locais próximos: não adianta economizar no material e gastar no combustível. Prefira comprar os materiais da construção perto de sua residência evitando gasto desnecessário com transporte.

2. Reutilize materiais antigos: quando for reformar sua casa use materiais de demolição que são retirados de casas antigas, como madeiras, pisos de tábua corrida, tijolos maciços, telhas, portas e janelas. A madeira de uma cômoda velha, por exemplo, pode ser aproveitada para construção de novos materiais ou pode ainda ser reformada.

3. Sem cortinas: busque sempre deixar o espaço iluminado com a luz natural. Para isso prefira as janelas e portas que têm a opção de serem duplas, ou seja, veneziana na parte externa e vidro na interna, pois desta forma não precisará usar cortinas. Outra dica para deixar a casa mais clara é colocar ladrilhos de vidro nas paredes e claraboias no teto.

4. Área verde: outra dica é manter plantas e flores dentro de casa para refrescar o ambiente. Com elas, o uso de ventilador e ar condicionado pode ser reduzido. Se tiver espaço para ter um jardim, coloque um piso que drene bem a água da chuva para reaproveitar na rega do local ou faça um projeto simples de calhas para captar a água.

5. Horta orgânica: faça sua própria horta, em vasos, para cultivar seus temperos. Feitos em casa, os alimentos são mais saudáveis e saborosos, pois não possuem agrotóxicos.

6. Tintas ecológicas: opte pelas tintas à base de água que são consideradas ecológicas. Elas não têm cheiro e contribuem para a melhor respiração e transpiração das paredes, uma vez que as comuns possuem componentes tóxicos que podem causar alergias às pessoas e animais.

7. Mudança de atitudes: talvez o principal item desta lista seja a disposição em aplicar tais conceitos. Para isso é preciso uma mudança de atitudes dos moradores, como implantar a coleta seletiva, economizar energia elétrica, demorar menos tempo no banho e reduzir o desperdício de água ao executar tarefas domésticas.

 

Foto: Reprodução

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Papel: é preciso usar de forma consciente

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Pensando de que forma você pode assumir um compromisso por um mundo melhor para viver?! O No Pátio tem dicas bem simples de serem colocadas em prática, e que podem ser assumidas por você, pela sua família, amigos… reaproveitamento de papel nas impressões. As ruas da maioria das nossas cidades estão repletas de papel ou por conta do desperdício, ou pelas pessoas aceitarem panfletos que vão ser jogados fora logo depois. Vamos a alguns dados para nos fazer repensar ao imprimir algo:

  • 28 toneladas de papel reciclado evitam o corte de 1 hectare de floresta (1 tonelada evita o corte de 30 ou mais árvores);
  • A produção de uma tonelada de papel novo consome de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia. Já uma tonelada de papel reciclado consome 1.200 Kg de papel velho, 2 mil litros de água e 1.000 a 2.500 KW/h de energia;
  • A produção de papel reciclado dispensa processos químicos e evita a poluição ambiental: reduz em 74% os poluentes liberados no ar e em 35% os despejados na água, além de poupar árvores;
  • A reciclagem de uma tonelada de jornais evita a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera;
  • O papel jornal produzido a partir das aparas requer 25% a 60% menos energia elétrica do que a necessária para obter papel da polpa da madeira.

 

Foi pensando em tanto desperdicio Nick Georgiou, criou lindas obras de arte (esculturas e retratos), com papel impresso e principalmente com coleções de livros e jornais, recortados e montados, formando imagens de pessoas e paisagens. A exposição está em Tucson, Arizona.

Se com todas essas informações, você ainda está pensando em imprimir algo, siga antes esses passos importantes:

  • Antes de imprimir o texto, revise-o na tela do computador;
  • Aproveite os dois lados do papel para escrever e imprimir;
  • Reutilize as sobras de papel para fazer rascunhos e anotar bilhetes;
  • Recuse folhetos de propaganda que não sejam do seu interesse
  • Dê preferência ao correio eletrônico, assim você não desperdiça papel;
  • Compre papel e produtos reciclados;
  • Prefira os produtos que utilizam pouca embalagem ou embalagens reutilizáveis ou recicláveis.

 

Fotos: Reprodução